Cada dia denunciam-se 15 casos de violência de género na Galiza

Cada dia se apresentam por volta de 15 denúncias por violência machista na nossa comunidade, um total de 5.210 ao longo de todo o passado ano.
Imaxe: Ernesto Ilkermn

Os meios de comunicação fazem-se eco habitualmente dos assassinatos machistas, os casos mais graves de violência de género. As suas cifras (mais de 50 cada ano em Espanha, 7 na Galiza em 2015) falam por sim sós da gravidade deste problema e da urgente necessidade de pôr-lhe freio. Porém, embaixo destas situações extremas há uma realidade mais ampla, igualmente grave e que afecta a milleiros de mulheres na Galiza.

Cada dia se apresentam por volta de 15 denúncias por violência machista na nossa comunidade, um total de 5.210 ao longo de todo o passado ano. O próximo 25 de novembro celebra-se o Dia pela eliminação da violência contra as mulheres, no que de novo se voltará pôr sobre a mesa esta situação e a demandar a adopção de medidas. De igual modo, nesta segunda-feira pela tarde está convocada uma concentração em Vigo com este mesmo fim.

Das 5.210 denúncias apresentadas na Galiza, a maior parte produziram-se depois de um atestado policial (quatro em cada cinco) e 763 chegaram acompanhadas de um parte de lesões

A magnitude dos números certifica que não estamos a falar de problemas individuais ou de casos isolados, senão de um problema social de primeira ordem. As cifras oficiais achegadas pelo CGPJ situam a Galiza como uma das comunidades autónomas com menos denúncias por violência de género por habitante. No segundo trimestre deste ano 2016 (última estatística disponível) as 1.389 denúncias apresentadas na Galiza significam um ratio de 9.15 por cada 10.000 mulheres, muito embaixo da média espanhola (14.18) e ainda mais longe das cifras de Murcia, Baleares ou Canárias (por riba de 20) ou a Comunidade Valenciana (por volta de 18).

Desas 5.210 denúncias apresentadas na Galiza, a maior parte produziram-se depois de um atestado policial (quatro em cada cinco), 763 chegaram acompanhadas de um parte de lesões e outras 400 realizaram-se antes de que houvesse intervenção policial ou se chegasse a produzir uma agressão física. 23% das denúncias dirigiram-se contra o conxuxe da vítima, 14% contra o ex-cónxuxe, 30% contra um homem com o que mantinha uma relação afectiva no presente, e 33% contra uma pessoa com a que mativera uma relação afectiva no passado.

Solicitaram-se 1.564 ordens de protecção, concedendo-se finalmente 930 e sendo recusadas o resto, por volta de um terço

A pesar do mito que desde alguns âmbitos se quer fomentar de forma interessada, a percentagem de denúncias falsas é muito reduzido (calcula-se que 0,4% no conjunto de Espanha) uma proporção menor que a que apresentam as denúncias por outro tipo de delitos. Assim mesmo, solicitaram-se 1.564 ordens de protecção, concedendo-se finalmente 930 e sendo recusadas o resto, por volta de um terço.

Ao todo, ao longo de 2015 investigaram-se na Galiza 5.388 delitos agrupados baixo o epígrafe de violência contra a mulher; a maior parte (4.489) corresponderam ao delito de maus tratos

Ao  todo, ao longo de 2015 investigaram-se na Galiza 5.388 delitos agrupados baixo o epígrafe de violência contra a mulher; a maior parte (4.489) corresponderam ao delito de maus tratos. Destacam também os delitos contra a liberdade (407), contra a liberdade sexual (25) e contra a integridade moral (120). Ademais, processaram-se 420 casos de faltas, a maior parte por vexación injusta (199) e inxurias (167). Finalmente, 679 destes casos chegaram a julgamento em 2015, resultando 496 condenações e 183 absolucións. Entre as medidas e penas adoptadas para os agressores houve algumas de prisão (45), mas a mais habitual foi a de afastamento (952) e a de proibição de comunicação (922).

Praza.gal

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