A temporalidade e a precariedade provocam um cada vez maior deterioro das condições laborais da classe trabalhadora galega

Assinaram-se um total de 86.274 contratos no mês de outubro dos que só 7,7% foram indefinidos
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O mês de outubro remata com um total de 198.940 desempregados/as registados nos escritórios do SEPE na Galiza; 2,37% mais que no mês anterior (4.604 nos parados), praticamente duplicando o incremento meio estatal que foi de 1,20%. Assim, Galiza, junto com a Rioxa e Estremadura, foi uma das comunidades onde mais se incrementou o desemprego neste último mês.

A queda da ocupação no sector serviços, onde se incrementou o desemprego 2,57% , junto o sector industrial, no que medrou um 1,12 %, explicam esta evolução negativa, que tão só foi compensada levemente pelo descenso em 0,19% do número de desempregados/as na construção.

A tendência na média estatal foi similar, mas o incremento do desemprego foi menor em serviços e indústria e o descenso maior na construção.

Elevada temporalidade

Malia aumentar o desemprego continuam-se registando um número muito elevado de contratos, em concreto 86.274 no último mês, dos cales tão sob 7,7% foram registados baixo alguma das modalidades de contratação indefinida.

Isto, junto com o feito de que aproximadamente 40% dos contratos não duram mais de uma semana, constata não só a forte rotação, senão também a sua escassa duração, o que tem os seus efeitos na protecção dos desempregados.

Tal é assim que no último mês (setembro) desceu o número de desempregados com direito a alguma prestação e entre os que a têm cada vez são menos os que percebem a contributiva. De facto em setembro só tiveram direito a prestação 46,7% dos parados/as, e deles tão só 40% receberam a contributiva. Isto significa que de cada 100 desempregados/ não chegam ao 18,8 os que cobram contributiva, o que dá uma ideia do cada vez maior número de galegos e galegas em perigo de exclusão social.

Junto a isto baixou a inscrição média à Segurança social em 0,13%, o que equivale a 1.335 filiados/as menos.

Reformas laborais que geraram pobreza e precariedade

Para o secretário confederal de Emprego e Indústria, Miguel Malvido, os dados vêm confirmar os temores da CIG, que alertava que as políticas do governo de Mariano Rajoy em matéria laboral e nomeadamente as reformas laborais teriam como consequência um deterioro das condições laborais. ?Perdemos emprego indefinido, que se trocou por temporal, pior pago e com menos direitos. Esse era precisamente o objectivo das suas reformas laborais e o mais grave é que já se está consolidando estruturalmente esta enorme bolsa de precariedade e pobreza entre cada vez mais trabalhadores e trabalhadoras galegas?, assegura.

Por isso percebe que para reverter esta situação qualquer medida que se ponha em marcha “passa primeiro por derrogar as reformas laborais” e logo por apoiar o tecido produtivo. A este respeito lembra que “a Junta teve a possibilidade de frear esta situação quando apresentamos no Parlamento toda uma bateria de medidas dirigidas a apoiar os nossos sectores produtivos para favorecer a criação de emprego de qualidade”.

Por isso chama sobre um dado que para a central sindical é especialmente alarmante: o aumento do desemprego no sector industrial. “A estacionalidade não pode explicar os negativos dados do sector Industrial, que são consequência directa das fatais políticas dos governos do PP”.

CIG

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