A juíza recusa dar por prescrito o delito de acosso sexual pelo que investiga a Baltar

O líder do PP de Ourense fracassa em uma nova tentativa de frear o caso e continua imputado por supostos delitos de acosso, suborno e tráfico de influências.
Baltar - Deputación de Ourense

A instrutora cita como testemunhas a cinco pessoas ‚Äúrelacionadas com a mesa na eleitoral‚ÄĚ na que, diz, a denunciante participou como apoderada do PP em 2012.

Entre sucessos eleitorais, um novo rev√©s judicial. Seis meses ap√≥s n√£o conseguir sacar adiante a causa de nulidade do caso no que est√° pesquisado -antiga imputa√ß√£o- e mal dois meses ap√≥s a campanha eleitoral na que o PP de Ourense foi um dos sustentos fundamentais da nova maioria absoluta de Alberto N√ļ√Īez Feij√≥o -quatro pontos, quase 3.500 votos e uma cadeira mais que em 2012 na prov√≠ncia- o l√≠der do partido e titular do Governo provincial, Jos√© Manuel Baltar, acaba de conhecer que segue sem poder frear o caso e que, al√©m disso, ter√° que seguir respondendo ante o tribunal por um suposto delito de acosso sexual acrescentado aos de supostos suborno e tr√°fico de influ√™ncias.

O Tribunal de Instru√ß√£o n√ļmero tr√™s de Ourense, que investiga¬†a den√ļncia da suposta oferta de emprego a mudan√ßa de sexo realizada por Baltar, ditou no passado dia 9 um auto que, segundo confirma o Tribunal Superior de Justi√ßa da Galiza, recusa dar por prescrito o delito de acosso, tal e como solicitava a defesa do pol√≠tico do PP. Concretamente, o advogado do popular apelava aos artigos 130 e 131 do C√≥digo Penal para reclamar a ‚Äúextin√ß√£o da responsabilidade criminosa por prescri√ß√£o‚ÄĚ, conquanto a ju√≠za Eva Armesto considera que ‚Äún√£o tem local‚ÄĚ a essa declara√ß√£o porque os feitos com que pesquisa, segundo a denunciante, come√ßaram em 2010 e se estenderam at√© o pr√≥prio ano 2015, pelo que n√£o se ajustam ao prazo de prescri√ß√£o de cinco anos. A magistrada baseia-se, entre outras provas, nas mensagens e grava√ß√Ķes publicados em exclusiva por eldiario.es

Deste modo o caso segue adiante e, al√©m disso, com novos depoimentos. Ser√£o os de cinco pessoas ‚Äúrelacionadas com a mesa eleitoral‚ÄĚ localizada ‚Äúno edif√≠cio conhecido como Casa de Chocolate‚ÄĚ -uma sede administrativa da Xunta- de Ourense na jornada das elei√ß√Ķes auton√īmicas de 2012, na que segundo a investiga√ß√£o a mulher que denunciou a Baltar, tamb√©m pesquisada no caso, participou como apoderada do PP. O objetivo destas cita√ß√Ķes, especificadas em uma provid√™ncia ditada o pr√≥prio 9 de novembro, √© estabelecer a rela√ß√£o de depend√™ncia ou presta√ß√£o de servi√ßos‚ÄĚ entre a mulher yBaltar.

Estas declara√ß√Ķes, indica o TSXG, se produzir√£o no pr√≥ximo dia 22. Ser√°, portanto, praticamente dois meses ap√≥s que, tamb√©m imputado, comparecesse ante a ju√≠za Jos√© Luis Baltar, pai e antecessor do l√≠der do PP de Ourense tanto no partido como no Governo provincial. Naquela declara√ß√£o Baltar Pumar reduziu o caso a um ‚Äúchantaje‚ÄĚ da mulher a seu filho. Segundo revelou depois daquela declara√ß√£o o advogado Miguel Caride, que representa no processo √† partido Democracia Ourensana como acusa√ß√£o particular, o ex bar√£o ‚Äúnegou todo‚ÄĚ o que lhe √© imputado e explicou que, enquanto foi presidente, era habitual que se ‚Äúlhe acercasse muita gente‚ÄĚ para ‚Äúlhe pedir favores‚ÄĚ.

Apesar da a controv√©rsia pol√≠tica gerada pela suposta oferta de emprego a mudan√ßa de sexo o PP decidiu n√£o atuar contra Jos√© Manuel Baltar desde que explodiu o caso, h√° um ano, com sua publica√ß√£o neste di√°rio. Assim, durante a campanha das elei√ß√Ķes auton√īmicas o l√≠der ourensano compartilhou numerosos atos com Feij√≥o e com Mariano Rajoy, ante quem alarde√≥ de seu poder, e previamente a dire√ß√£o do PP galego sugeriu que s√≥ lhe exigiria responsabilidades a Baltar em caso que seja condenado judicialmente. O novo passo no processo judicial transcendeu nesta mesma quarta-feira, pouco depois de que finalizasse na sede do Governo provincial ourensana o debate sobre o estado da prov√≠ncia.

Fonte: eldiario    David Lombao

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